Waldomiro Alves encenando o texto PMG de Victor M. Sant'Anna
PMG
(P, M e G)
(Monólogo de Humor Stand-Up – 5 MINUTOS APROX.)
© VICTOR M. SANT’ANNA 2007
P, M E G (STAND-UP COMEDY ATÉ 5 MINUTOS)
© VICTOR M. SANT’ANNA 2007
Cara! Hoje passei uma vergonha... Cheguei numa loja de roupas para fazer uma reclamação e o pessoal começou a rir tanto que eu fiquei muito sem graça... Todo mundo comete erro, quem aqui já não cometeu um erro levante a mão direita!
(Olha a platéia)
Olha lá... Tem um cara lá atrás que levantou a esquerda... Eu não falei? Todo mundo erra! Todo mundo erra!
Mas então, me deixa contar pra vocês: foi horrível! Sabe quando a gente se dá conta que falou uma bobagem na frente de todo mundo? Pois é...
Eu sempre associei as letras "M" e "F" que tem nos banheiros públicos com "macho" e "fêmea". Normal... Daí que eu sempre achei que aquelas letras que tinham na etiqueta da roupa, “P”, “M” e “G”, o "M" e o "G" eram "macho" e "gay"... Sério! Eu entrava nas lojas pensava: "Puxa! Que coisa mais moderna”! E aí eu pensava: porque essas roupas, tamanho “macho”, são sempre pequenas e as roupas tamanho “gay” são grandes? Pois fui lá reclamar hoje, daí, quando eu falava com eles, é que caiu a ficha! Cara! Que vergonha!
Cheguei no balcão da loja e já comecei a reclamar, que eu sempre comprava roupa lá, mas que eu não entendia porque que naquela loja tão boa eu nunca encontrava um macho grande para mim: "Aqui, ó... Por que só os Gays é que servem em mim"?
Verdade, mesmo! Eu sempre pegava um “M” e um “G” para experimentar, para mim era um “macho” e um “gay”... Eu desejava o gay, mas o macho é que era para ser meu... Levava o macho e o gay para o provador, se experimentava o gay, ficava perfeito, mas quando experimentava o macho, o macho deixava minha barriga de fora ou o macho apertava minha barriga... Eu nunca saía da loja com o gay, porque não queria que as pessoas me vissem com um gay na rua, podia “pegar mal” se descobrissem... Então, mesmo desejando o gay na loja, eu acabava pagando e levando o macho para casa! Era bobagem, porque o macho não me servia de jeito nenhum!
E a cueca, então? O gay sempre se encaixava perfeitamente no meu corpo, mas o macho apertava minha bunda, apertava o meu saco, nunca consegui ficar bem com um macho enfiado lá... Sabe aonde, não é? Tem um ali que está sorrindo... Conhece, não é?
Bom, mas como eu dizia... Fazer o quê? Eu não queria usar roupa “gay”, então, o que eu podia fazer, não é? Pior é que o macho me apertava tanto que eu tive de ir ao médico! De tanto pegar macho, fiquei todo assado! Daí, depois disso, tinha que, sempre que ia botar um macho em mim, tinha de passar pomadinha antes!
Quando descobri que “M” e “G” queriam dizer “Médio” e “Grande” eu não sabia o que fazer: os caras da loja rindo de mim e eu tendo de agüentar... Eu não sabia onde me enfiar, eu fiquei num vermelhão!
Pior... Eu já devia ter desconfiado! Cheguei numa loja, outro dia, pra comprar um presente de aniversário para o meu irmão, que é menor que eu, e o cara não parava de rir, os vendedores riram tanto que se rolavam no chão só tive até que ir embora sem levar nada porque eu cheguei pra eles e falei:
"Tenho uma festa de aniversário para ir... Quero dois machos igual ao da vitrine, um macho amarelo e um macho branco pra mim, mas preciso levar também um presente para o meu irmão: me vê um “putinho” preto, faz favor"!
